Visualizzazione post con etichetta Personaggi famosi. Mostra tutti i post
Visualizzazione post con etichetta Personaggi famosi. Mostra tutti i post

martedì 22 luglio 2014

Tenho fases


Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles


Momentos


Há momentos e situações em que o olhar comunica mais que as palavras, isso também é intimidade. Creio que sou capaz de dizer muitas cosas sem falar, é o outro que também tem de compreender e de saber interpretar. Quando se estabelece essa relação de intimidade e de amizade, não é necessário falar. (...) Frequentemente é melhor não o fazer porque as palavras estão muito gastas.


António Lobo Antunes

sabato 3 maggio 2014

Biografia de Mario Quintana


rtir


Mario Quintana


Mario de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista. É considerado um dos maiores poetas brasileiros do século 20.

Mario de Miranda Quintana nasceu prematuramente na noite de 30 de julho de 1906, na cidade de Alegrete, situada na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Seus pais, o farmacêutico Celso de Oliveira Quintana e Virgínia de Miranda Quintana, ensinaram ao poeta aquilo que seria uma de suas maiores formas de expressão - a escrita. Coincidentemente, isso ocorreu pelas páginas do jornal Correio do Povo, onde, no futuro, trabalharia por muitos anos de sua vida. 



O poeta também inicia na infância o aprendizado da língua francesa, idioma muito usado em sua casa. Em 1915 ainda estuda em Alegrete e conclui o curso primário, na escola do português Antônio Cabral Beirão. Aos 13 anos, em 1919, vai estudar em regime de internato no Colégio Militar de Porto Alegre. É quando começa a traçar suas primeiras linhas e publica seus primeiros trabalhos na revista Hyloea, da Sociedade Cívica e Literária dos Alunos do Colégio Militar. 

Cinco anos depois sai da escola e vai trabalhar como caixeiro (atendente) na Livraria do Globo, contrariando seu pai, que queria o filho doutor. Mas Mario permanece por lá nos três meses seguintes. 

Aos 17 anos publica um soneto em jornal de Alegrete, com o pseudônimo JB. O poema era tão bom que seu Celso queria contar que era pai do poeta. Mas quem era JB? Mario, então, não perde a chance de lembrar ao pai que ele não gostava de poesia e se diverte com isso. 



Em 1925 retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de propriedade de seu pai. Nos dois anos seguintes a tristeza marca a vida do jovem Mario: a perda dos pais. Primeiro sua mãe, em 1926, e no ano seguinte, seu pai. Mas a alegria também não estava ausente e se mostra na premiação do concurso de contos do jornal Diário de Notícias de Porto Alegre com A Sétima Passagem e na publicação de um de seus poemas na revista carioca Para Todos, de Alvaro Moreyra.

Corre o ano de 1929 e Mario já está com 23 anos quando vai para a redação do jornal O Estado do Rio Grande traduzir telegramas e redigir uma seção chamada O Jornal dos Jornais. O veículo era comandado por Raul Pilla, mais tarde considerado por Quintana como seu melhor patrão. 



A Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus versos em 1930, ano em que eclode o movimento liderado por Getúlio Vargas e O Estado do Rio Grande é fechado. Quintana parte para o Rio de Janeiro e torna-se voluntário do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Seis meses depois retorna à capital gaúcha e reinicia seu trabalho na redação de O Estado do Rio Grande.

Em 1934 a Editora Globo lança a primeira tradução de Mario. Trata-se de uma obra de Giovanni Papini, intitulada Palavras e Sangue. A partir daí, segue-se uma série de obras francesas traduzidas para a Editora Globo. 

O poeta é responsável pelas primeiras traduções no Brasil de obras de autores do quilate de Voltaire, Virginia Woolf, Charles Morgan, Marcel Proust, entre outros. 

Dois anos depois ele decide deixar a Editora Globo e transferir-se para a Livraria do Globo, onde vai trabalhar com Erico Verissimo, que lembra de Quintana justamente pela fluência na língua francesa. É por esta época que seus textos publicados na revista Ibirapuitan chegam ao conhecimento de Monteiro Lobato, que pede ao poeta gaúcho uma nova obra. Quintana escreve, então, Espelho Mágico, que só é publicado em 1951, com prefácio de Lobato.



Na década de 40, Quintana é alvo de elogios dos maiores intelectuais da época e recebe uma indicação para a Academia Brasileira de Letras, que nunca se concretizou. Sobre isso ele compõe, com seu afamado bom humor, o conhecido Poeminha do Contra.

Como colaborador permanente do Correio do Povo, Mario Quintana publica semanalmente Do Caderno H, que, conforme ele mesmo, se chamava assim, porque era feito na última hora, na hora “H”. A publicação dura, com breves interrupções, até 1984. É desta época também o lançamento de A Rua dos Cataventos, que passa a ser utilizado como livro escolar. 

Em agosto de 1966 o poeta é homenageado na Academia Brasileira de Letras pelos ilustres Manuel Bandeira e Augusto Meyer. Neste mesmo ano sua obra Antologia Poética recebe o Prêmio Fernando Chinaglia de melhor livro do ano. No ano seguinte, vem o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Esta homenagem, concedida em 1967, e uma placa de bronze eternizada na praça principal de sua terra natal, Alegrete, no ano seguinte, sempre eram citadas por Mario como motivo de orgulho. Nove anos depois, recebe a maior condecoração que o Governo do Rio Grande do Sul concede a pessoas que se destacam: a medalha Negrinho do Pastoreio.

A década de 80 traz diversas honrarias ao poeta. Primeiro veio o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Mais tarde, em 1981, a reverência veio pela Câmara de Indústria, Comércio, Agropecuária e Serviços de Passo Fundo, durante a Jornada de Literatura Sul-rio-grandense, de Passo Fundo.



Em 1982, outra importante homenagem distingue o poeta. É o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Oito anos depois, outras duas universidades, a Unicamp, de Campinas (SP), e a Universidade Federal do Rio de Janeiro concedem o mesmo tipo de honraria a Mario Quintana. Mas talvez a mais importante tenha vindo em 1983, quando o Hotel Majestic, onde o poeta morou de 1968 a 1980, passa a chamar-se Casa de Cultura Mario Quintana. A proposta do então deputado Ruy Carlos Ostermann obteve a aprovação unânime da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.

 

Ao comemorar os 80 anos de Mario Quintana, em 1986, a Editora Globo lança a coletânea 80 Anos de Poesia. Três anos depois, ele é eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros, pela Academia Nilopolitana de Letras, Centro de Memórias e Dados de Nilópolis e pelo jornal carioca A Voz. Em 1992, A Rua dos Cataventos tem uma edição comemorativa aos 50 anos de sua primeira publicação, patrocinada pela Ufrgs. E, mesmo com toda a proverbial timidez, as homenagens ao poeta não cessam até e depois de sua morte, aos 88 anos.


Poesias de Mario Quintana

O tempo



"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
 
Quando se vê, já são seis horas! 

Quando de vê, já é sexta-feira! 

Quando se vê, já é natal... 

Quando se vê, já terminou o ano...
 
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. 

Quando se vê passaram 50 anos! 

Agora é tarde demais para ser reprovado... 

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... 

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
 
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. 
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. 

A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."


         




Bilhete



"Se tu me amas, ama-me baixinho

Não o grites de cima dos telhados

Deixa em paz os passarinhos

Deixa em paz a mim!

Se me queres,
enfim,

tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..."

                           




                          

giovedì 1 maggio 2014

Senna, 20 anni dopo: Ayrton è sempre un mito


VENT'ANNI non bastano per cancellare un mito. Se qualcuno osasse, ci sono due milioni di bambini poveri brasiliani a ricordare il più grande di sempre studiando e sognando un futuro grazie ai soldi della Fondazione che porta il suo nome. Ayrton Senna era ed è ancora il Brasile, vent'anni dopo quel terribile schianto, quel maledetto 1 maggio del 1994 che all'autodromo di Imola sbriciolava la sua Williams e portava via la sua classe immensa e il suo sorriso bello e triste. Erano le 14 e 17, un'ora che nessun brasiliano riuscirà mai a dimenticare, più ancora delle 18 e 40, quando il suo cuore ha cessato di battere, quando la devastante frattura al cranio ha costretto alla resa un fenomeno che sembrava invincibile. Perché è già al momento dell'urto, alla curva del Tamburello, maledetto quel piantone dello sterzo che va in tilt, che tutti avevano capito. Senna, 34 anni compiuti da poco, in pista non aveva rivali, soprattutto sul giro veloce, come dimostrano le sue 65 pole position, soprattutto sotto la pioggia, con quella definizione di "mago del bagnato" che gli faceva dribblare ogni pozzanghera e superare qualsiasi rivale. Ma di fronte al destino che si mette di traverso, alla morte, non puoi avere scampo e nemmeno il più grande pilota di tutti i tempi può resistere.

Di quel giorno restano indelebili choc e lacrime. Per far capire quanto fosse amato dal suo paese, basterebbe raccontare certe richieste che provengono dal Brasile agli inviati sul posto. Normale l'ordine di raccontare il dolore, la tragedia, di andare all'ospedale, di seguire la salma nel ritorno in patria. Ma c'è anche un'inchiesta giudiziaria, un processo, un autodromo sequestrato, si sa che la giustizia italiana non è proprio celere e poi l'episodio è delicato e controverso, oltreché tremendamente grave, ma a qualcuno viene addirittura chiesto di non tornare a casa fino a quando non sarà stata emessa la sentenza, non saranno stati resi noti colpevoli, in altre parole, diversi anni o giù di lì.

Perché Senna con i suoi trionfi, con la sua bandiera verde oro che sempre sventola sul podio, è il cuore del Brasile, più ancora dei miti del calcio, Pelè o Garrincha, e il cuore del Brasile non può morire, chi ha osato portarlo via deve pagare. Senna è felicità, orgoglio, riscatto, è ambasciatore perché è amato da tutto il mondo, qualunque sia il colore della sua macchina, perché è anima e brividi, esalta, guida come un Dio, vince. Senna da San Paolo, la sua città natale, divide anche, quei duelli all'ultima sportellata con Prost, quell'odio mai nascosto con il rivale francese, ma anche quell'ammissione, "siamo diversissimi, opposti, ma non potrei mai correre senza di lui", che inneggia alla battaglia, riempie di adrenalina, e sa tanto di uomo vero, normale, alla portata di tutti.            

Senna è mito anche per come si arriva alla sua morte, i tragici momenti prima, quella vigilia così inquieta, già segnata da terribili incidenti, quello del venerdì, per fortuna senza conseguenze, dell'amico Barrichello, quello tragico del sabato, con la morte dell'austriaco Ratzemberger alla curva Villeneuve. Ayrton, 34 anni, già tre mondiali vinti, in quelle ore è inquieto: non vorrebbe correre, troppi foschi presagi, regala ai posteri una frase tremenda, "siamo pagati per divertirci, per appassionare la gente, non per morire". Senna vorrebbe rinunciare, però sa che non può permetterselo: al sabato è stato il più veloce, la solita pole, la domenica ha la bandiera dell'Austria, la sventolerà sul podio, per onorare la memoria del collega scomparso.  

Il destino non glielo permetterà, quello stendardo verrà ritrovato sporco di sangue, assieme ai resti di una Williams, a cui mai si era adattato. Troppo stretto l'abitacolo, troppo difficile da guidare e troppo complicato forse è anche il rapporto con il team. Eppure lui è un tipo conciliante. Di origini borghesi, sa farsi amare da tutti, anche dai poveri. Ha un carattere forte, ma anche garbo ed educazione, con quell'ossessione di pace interiore che cerca sempre in Dio. Predestinato, ha fatto capire sin dagli esordi che potrà diventare immenso. Nelle serie minori macina successi e quando nel 1984, alla guida della Toleman, fa il suo esordio in Formula Uno nel gp di casa, in Brasile, si capisce subito che con quel pilota scatenato tutti dovranno fare i conti. La scuderia è piccola, ma basta una goccia di pioggia e lui diventa irresistibile, con un secondo posto a Montecarlo. Certo con la Lotus, più ambiziosa e ricca, è più facile, sette pole position nell'85, sul singolo giro nessuno riesce a stargli dietro. Per vincere il Mondiale però non basta il talento, ci vuole la macchina, e la "fedele compagna" arriva nel 1988 ed è una McLaren. Subito il titolo e subito guerra con il compagno di squadra Prost, e poi altri due Mondiali, conditi da epiloghi infernali (in un caso gode il brasiliano, in un altro il francese) con il grande nemico, nel frattempo passato alla Ferrari.

Maranello non sarà mai la sua casa. Testimonianze attendibili raccontano che lo sarebbe diventata nel 1995, c'era già l'accordo con Enzo Ferrari, ma nel 1994 è la Williams a sostituire la McLaren. E' la sua ultima macchina, Imola è l'ultima pista, il settimo è il suo ultimo giro, Bologna l'ospedale in cui esala l'ultimo respiro, il momento che distrugge una speranza mai decollata, nonostante le preghiere di chi guardava quell'elicottero in volo, cercando di pensare ai sogni che regalava, e non alla malinconia che ogni tanto emanava dal suo sguardo.
La notizia della morte di Senna si sparge in un attimo e mette in ginocchio il Brasile. Ancora oggi la tomba numero 11 al cimitero di Morumbi, con quell'epitaffio semplice, "Nulla mi può separare dall'amore di Dio", è luogo di pellegrinaggio infinito. Nel ventennale della sua morte la sua figura è stata protagonista anche al Carnevale di Rio, con la scuola di samba 'Unidos da Tijuca' che ha vinto il primo premio raccontandone il mito con tanto di replica della sua McLaren, in mezzo a persone ancora disperate e in lacrime nonostante sia passato tanto tempo. A Senna i calciatori dedicarono il Mondiale del 1994 e la nazionale di adesso vorrebbe fare lo stesso il 13 luglio al Maracana. A Senna sono state intitolate strade, in Brasile in questi giorni lo ricorda una serie televisiva con record di ascolti. Se il casco è giallo, è Ayrton, l'orgoglio e la speranza mai morte del Brasile e dei suoi 200 milioni di abitanti.

Mito dopo e anche in vita, visto che quando furoreggiava ha ispirato anche un personaggio da cartoni animati, il Senninha, famoso fra tutti i bambini brasiliani. A lui veniva perdonato tutto, anche il suo poco amore per le zone degradate che non frequentava mai, la sua burrascosa vita sentimentale, un divorzio e poi diversi legami chiacchierati, esaltando invece il suo misticismo, quel suo continuo nominare Dio, che vedeva su una nuvola dietro ad una curva difficile o alla guida della sua macchina dopo un'esaltante pole strappata sul bagnato. Senna era un gran lavoratore, meticoloso, scrupoloso, fanatico nei dettagli, con quelle notti passate ai box con i meccanici. Odiava lo smoking, gradiva poco i night, spesso andava a letto presto, frequentando più la famiglia a San Paolo o la casa al mare che la mondanità. Un  brasiliano atipico anche nel rapporto con il calcio. Sbandierava passione per il Corinthians, la squadra dei ceti poveri di San Paolo, ma di pallone non capiva niente. Per lui c'erano solo macchine e motori, con la freddezza di chi non sbaglia mai. Nemmeno a Imola, quella maledetta domenica. A tradirlo è stata la macchina, la Williams, non la sua inquietudine o imperizia. Uno schianto ha portato via il corpo. Ma il mito sopravviverà  per sempre.

di STEFANO ZAINO
http://www.repubblica.it/sport/formulauno/2014/04/29/news/senna_speciale_zaino-84765321/?ref=nl-Ultimo-minuto-ore-13_01-05-2014

martedì 25 febbraio 2014

Personaggi famosi brasiliani

A partire dei calciatori come Ronaldo e Neymar, ai politici come Lula e dopo di lui Dilma Roussef, ai musicisti Caetano Veloso e Gilberto Gil (quest'ultimo anche ex Ministro della Cultura), l'architetto Ney Mayer,  in Brasile le celebrità sono tante,  podemos afermare che i brasiliani si sono distinti in ogni settore. Abbiamo voluto dedicare questa sezione non solo ai nomi che hanno fatto grande la cultura del Brasile, ma anche a coloro che hanno contribuito a creare il Paese oggi conosciuto da tutti nel mondo, e a coloro che in un modo o nell'altro hanno operato per farci conoscere la sua realtà, le contraddizioni e le bellezze. Lo sentiamo vicino il Brasile, e non solo per i giocatori del calcio conosciuti nei campionati europei.

 
cerchiamo di riportare chi un elenco dei personaggi famosi del Brasile, da nomi della storia del Brasile, ai grandi letterati, ai politici, ai giocatori di calcio fino ai divi del cinema brasiliano e delle telenovelas... tutti noti anche in Italia e non solo.

João Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa (1908-1967): nato a Minas Gerais, fu medico, diplomatico e più di tutto romanziere. I suoi romanzi hanno sempre come ambientazione il sertão, con il suo caratteristico paesaggio arido, e fa dell’uso bizzarro del linguaggio trasfigurandolo con un uso demiurgico. È paragonato a James Joyce per il fatto di rendere la sua opera romanzesca molto ricca e complessa, oltre al fatto della difficoltà di lettura. La sua opera migliore è Grande Sertão, ma meritano una lettura anche Sagarana o Mio zio il giaguaro.

José de Anchieta

José de Anchieta (1534-1597): da tutti ritenuto il primo vero scrittore della colonia portoghese, nacque alle Canarie e arrivò in Brasile quando aveva 19 anni. Era un padre gesuita specializzato nella grammatica, specialmente quella tupí, nella poesia e nella drammaturgia, ed è a lui che si deve la creazione della lingua geral, grazie alla quale si potéinstaurare una comunicazione linguistica tra gli indios e i portoghesi. In suo onore è stata nominata l’autostrada che da São Paulo scende giù al litorale

Jorge Amado

Jorge Amado (1912-2001): è nato a Salvador di Bahia da un semplice piantatore, fin da giovanissimo trovò nella letteratura e nelle lotte sociali la sua strada. Molto impegnato come militante di sinistra, questo suo impegno comunista lo si respira fin dai suoi primi romanzi come Cacao, Sudore, Bahia, Capitani della spiaggia. Sempre continuando sulla linea dell’impegno politico, una volta finita la guerra, decanta l’allegria e l’energia del popolo di Bahia nei suoi romanzi quali Dona Flor e i suoi due mariti, Gabriella garofano e cannella, La bottega dei miracoli. Una sua citazione, decisamente giusta, dice: “La tristezza è l’unico peccato mortale perché è l’unico che offende la vita”.

Zumbi

Zumbi (XVII secolo): fu l’ultimo capo e grande trascinatore della comunità degli schiavimeticci, i quali nel XVII secolo riuscirono a resistere addirittura per 100 anni agli attacchi alle truppe provenienti dal Portogallo sbarcate nella regione di Palmares, nello stato di Alagoas. Zumbi venne assassinato nel 1695, ma è tuttora amatissimo dai neri brasiliani tanto che l’anniversario della sua morte, il 20 novembre, è stato dichiarato in Brasile “Giornata della coscienza nera

Joachim Macado de Assis

Joachim Macado de Assis (1839-1908): fu autore della più importante opera della letteratura brasiliana del XIX secolo. Nato da padre mulatto a Rio, rifuggì da tutte le smancerie romantiche e dall’esotismo più scontato, preferendo puntare sul lato classico e ironico, grazie al suo sguardo pungente e divertito su come la società viveva ai suoi giorni. Fu inoltre il fondatore e il presidente dell’Accademia letteraria brasiliana. Tra i suoi libri più interessanti: L’alienista, Galleria postuma e altri racconti.